terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hoje organizei meus sonhos em sequência e prioridades. Descartei amores duvidosos, amores feitos de promessas e camuflados sob o manto do amanhã que nunca acontecem por medo, covardia, comodismo ou insegurança. Não quero mais enigmas que devoram minhas expectativas, nem a face enrugada da tristeza refletida no meu espelho. Quero recriar a canção da minha vida em notas de alegria e resgatar o projeto original da menino que era feliz e não sabia. Hoje eu disse adeus às promessas construídas em séries e abandonei as utopias feitas em cerâmica que trincaram. Não mais emprestarei minha alma a moldes disformes nem usarei as lágrimas para umedecer o barro sem arte. Não quero o martírio de um paraíso do outro lado do muro nem o mapa para que eu siga pistas de potencial vitória. Quero a felicidade beijando minha boca com sofreguidão e o amor presente fazendo bagunça no meu coração.
(Danuza).


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